Temer precisa da oposição para salvar o mandato

31.07.2017

Em contagem regressiva para o dia 2 de agosto, o governo Temer passa o dia com a calculadora nas mãos. Em Brasília, ela virou a principal ferramenta de governo no Palácio do Planalto, onde Michel Temer  (PMDB) e aliados fazem contas diariamente. Querem saber como será a próxima quarta-feira, dia da votação do pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgá-lo por corrupção passiva, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A votação deve acontecer na próxima quarta-feira, como está prevista, mas depende de quórum. Caso não alcance o quórum mínimo de 342 deputados federais em plenário, a votação não poderá começar. Esse é o ponto; para que haja votação, e o governo demonstre capacidade de sobrevivência, depende da oposição. Não que a oposição vá votar a favor dele, mas garantir o quórum mínimo para o início da votação.

Para se salvar, o presidente precisa de apenas 172 deputados, negando autorização para que o STF o julgue. Nas contas governistas, Temer já tem 260 ou 270, um placar favorável à votação desde que ela aconteça. Se outros 80 deputados comparecerem, o quórum seria atingido e Temer seria então salvo. Ou seja, por mais que o presidente tenha votos suficientes para enterrar o processo, precisará convencer parte dos deputados que não pretendem apoiá-lo a registrar presença, mesmo que seja para votar contra. É aí que entra a oposição

Esse é o drama que divide os oposicionistas. Ciente da maioria governista, parte da oposição é a favor de retardar, ao máximo, a votação, paralisando o processo e deixando o governo sangrar ainda mais. Enquanto isso, novas denúncias poderiam ser feitas e mais pesquisas venham a exibir o aumento da rejeição da opinião pública. Outra parte pensa em registrar presença para poder votar e marcar posição contra o Temer junto ao eleitorado. Aí entra o fator eleição: essa turma aposta que Temer continua na cadeira, enfraquecido e impopular, até o período eleitoral.Temer precisa da oposição para salvar o mandato Em contagem regressiva para o dia 2 de agosto, o governo Temer passa o dia com a calculadora nas mãos. Em Brasília, ela virou a principal ferramenta de governo no Palácio do Planalto, onde Michel Temer (PMDB) e aliados fazem contas diariamente. Querem saber como será a próxima quarta-feira, dia da votação do pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgá-lo por corrupção passiva, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).A votação deve acontecer na próxima quarta-feira, como está prevista, mas depende de quórum. Caso não alcance o quórum mínimo de 342 deputados federais em plenário, a votação não poderá começar. Esse é o ponto; para que haja votação, e o governo demonstre capacidade de sobrevivência, depende da oposição. Não que a oposição vá votar a favor dele, mas garantir o quórum mínimo para o início da votação. Para se salvar, o presidente precisa de apenas 172 deputados, negando autorização para que o STF o julgue. Nas contas governistas, Temer já tem 260 ou 270, um placar favorável à votação desde que ela aconteça. Se outros 80 deputados comparecerem, o quórum seria atingido e Temer seria então salvo. Ou seja, por mais que o presidente tenha votos suficientes para enterrar o processo, precisará convencer parte dos deputados que não pretendem apoiá-lo a registrar presença, mesmo que seja para votar contra. É aí que entra a oposiçãoEsse é o drama que divide os oposicionistas. Ciente da maioria governista, parte da oposição é a favor de retardar, ao máximo, a votação, paralisando o processo e deixando o governo sangrar ainda mais. Enquanto isso, novas denúncias poderiam ser feitas e mais pesquisas venham a exibir o aumento da rejeição da opinião pública. Outra parte pensa em registrar presença para poder votar e marcar posição contra o Temer junto ao eleitorado. Aí entra o fator eleição: essa turma aposta que Temer continua na cadeira, enfraquecido e impopular, até o período eleitoral.

 

FOTO AGÊNCIA BRASIL: Plenário da Câmara votará futuro de Temer

 

 

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