Adalclever é cotado para vice de Pimentel

“Adalclever pode escolher o cargo que quiser na chapa: senador ou vice-governador”, disse-me, nesta quarta-feira (21), diretamente de Portugal, onde está em missão oficial, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Durval Ângelo (PT). A declaração de Durval não foi feita gratuitamente ou por afago ao presidente da Assembleia Legislativa, maior e mais forte aliado do governador Fernando Pimentel (PT), mas para confirmar e emergir o que é dito e comentado na maioria dos gabinetes parlamentares e palacianos.

Adalclever já admite que não será mais candidato à reeleição e que desejaria disputar outro cargo, como de deputado federal. Para evitar constrangimentos em casa, seu pai e deputado federal Mauro Lopes (PMDB) poderia ser lançado ao Senado. Porém, após a derrocada do PSDB mineiro, materializada com o afastamento do senador Aécio Neves, gravado pedindo dinheiro para a JBS, a situação, pelo menos política, do governador petista ficou amplamente favorável pelo fato de estar sem oposição e concorrência no estado.

Diante disso, Adalclever estaria revendo suas possibilidades, admitindo voo mais alto, desde que mantenha e reedite, como sinaliza o atual cenário, a aliança de seu partido, o PMDB, com o PT de Pimentel. Interna e oficialmente, o PMDB mineiro é presidido pelo vice-governador Antônio Andrade, que está rompido com o governador, mas o controle partidário caminha rapidamente para as mãos de Adalclever, que, na Assembleia, lidera a bancada de 14 deputados do PMDB, a maior, e a maioria dos deputados governistas e até oposicionistas.

FOTO GUILHERME BERGAMINI/ALMG: Adalclever comanda o plenário da Assembleia

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