Moro e risco de radicalismo tiram Lula de Ouro Preto

18.04.2017

 

De um lado, prevaleceu a orientação jurídica sobre a política na desistência do ex-presidente Lula (PT) em voltar a Ouro Preto (região Central), no dia 21 de abril, para ser homenageado durante as celebrações da Inconfidência Mineira. Os advogados do petista convenceram a área política de que a alta exposição nesse evento soaria como uma afronta ao Judiciário, em especial ao juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato e que, no próximo dia 3, ouvirá o depoimento dele em ação que o ex-presidente figura como réu (caso do triplex). Se o 21 de abril fosse depois do dia 3 de maio, ele iria, vaticinou uma alta liderança petista.

De outro lado, em nova manifestação de cautela, Lula foi orientado pelo governo mineiro, por iniciativa da área de inteligência das forças de segurança, a desarmar a homenagem em função dos riscos de atos radicais contra o ex-presidente.

Tudo somado, o governador Fernando Pimentel (PT) e Lula optaram por cancelar o ato “pra não cutucar a onça com a vara curta”. A onça, no caso, atende pelo nome de Moro e de grupos de empresários que preparavam ações graves contra a vinda do petista. Havia planos ‘a’, ‘b’ e ‘c’ até mesmo para impedir sua chegada à primeira capital de Minas.

No custo-benefício, calculou-se que o prejuízo e desgastes poderiam ser maiores, embora o poder de mobilização do PT seja maior do que o de qualquer outra organização política. Estavam convidados e convocados milhares de aliados de todo o país. O momento brasileiro, bastante atípico, no entanto, não recomenda o confronto; qualquer ocorrência grave daria à iniciativa repercussões negativas e desnecessárias.

Além disso, o ato pró-Lula seria uma forçação, porque, ele não poderia mais ser homenageado com a Medalha da Inconfidência, já que havia sido, em 2003, pelo arquirrival Aécio Neves (PSDB), então governador de Minas, com o grau máximo. Segundo, a tradição manda que o discurso deve ser do principal homenageado com a Grande Medalha (ainda não divulgado). FOTO AGÊNCIA BRASIL

 

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