Melhor ser xingado do que preso: acordão à vista

18.04.2017

Entre ser vaiado ou preso na Lava Jato, os políticos optaram, claro, pela primeira possibilidade ao decidir apoiar o acordão e articular a aprovação da anistia ao caixa 2. O pacto vem aí com toda a força, após o terremoto político provocado pelas delações do fim do mundo (dos executivos da Odebrecht), e foi precedido de entendimentos entre três ex-presidentes da República: FH, Lula e Temer.

De um jeito ou de outro, os três, que aparecem denunciados nas delações de esquemas dos últimos 20 anos, negaram a iniciativa pelo acordo político. A costura começou a ser feita pelos dois primeiros, e o tucano tratou de fazer a ponte até o atual presidente.

Diante da corrupção sistêmica, não há mais como separar o joio do trigo: quem recebeu caixa 1, caixa dois ou propina. Ao colocar sua tropa de 77 diretores para colocar a boca no mundo, a maior empreiteira do país jogou todos no mesmo ventilador. Denunciada aqui e no exterior, a Odebrecht, que é dona de indícios e provas, mistura tudo para igualmente se safar. Se haverá acordão na política, poderá acontecer também na economia. e a empresa receber punição menos radical.

 

Lista com mineiros

 

Alguns sites, como o Poder 360, divulgaram, durante todo o dia de ontem, listas com nomes de mineiros, desde vereadores e ex-vereadores de Belo Horizonte, deputados estaduais e federais, entre outros, que teriam recebido dinheiro, legal ou ilegal, eleitoral e não eleitoral, da Odebrecht. Os nomes teriam sido apontados pelo delator Benedicto Júnior, o BJ, da mesma empreiteira.

 

O site citado possui credibilidade, mas, estranhamente, a lista não apresenta nomes do PMDB mineiro e tem poucos petistas. A maioria é de tucanos e seus aliados. Seja como for, as delações provocaram um silêncio quase sepulcral no plenário da Assembleia Legislativa, onde tucanos e petistas, até então, se digladiavam numa luta autofágica sem fim.

 

Não custa esperar mais um pouco para não cometer injustiças, porque os nomes desses mineiros irão descer, nos próximos dias, para o Tribunal de Justiça de Minas, já que não têm o foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal. FOTO AGÊNCIA SENADO

 

 

 

 

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