Cem dias de nada para mostrar

Números são mentirosos, especialmente nesse tipo de pesquisa, nem podem iludir os alvos de avaliações. Cem dias de prefeitura são um período simbólico, mas, cada vez mais, relativo e impreciso. O que se pode fazer além de medidas de efeito midiático como as do prefeito paulistano, João Dória. Muita pompa sem circunstância. Em Belo Horizonte, os números sobre a gestão de Alexandre Kalil não são favoráveis muito menos desfavoráveis. (FOTO AGÊNCIA BRASIL).

Ele ainda conta com os efeitos de sua eleição, de alguma expectativa positiva do que poderá fazer. Os primeiros cem dias, com certeza não serão lembrados no futuro, porque Kalil não fez, nem começou, nada daquilo que mais prometeu na campanha, como a revisão das tarifas de ônibus, por meio de uma auditoria que avaliaria a justeza de reajustes dessa cobrança; a mudança na relação política com os vereadores, que, pouco a pouco, estão recuperando a influência, além da prometida reforma administrativa. O prefeito cortou comissionados, deixou muitas secretarias sem gerência e não mexeu nos terceirizados, que somariam mais de 15 mil, e que ninguém sabe quem são, onde estão e como chegaram lá.

A reforma administrativa não saiu do papel e corre o risco de ficar desfigurada, porque, como disse, os vereadores estão recuperando a influência e devem impedir mudanças mais fortes especialmente nas regionais. Ou seja, não fez no início da gestão, corre o risco de não fazê-la nos próximos meses.

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