Anastasia descarta assumir vaga em Ministério

15.03.2017

 

Um tucano no lugar de outro; um mais político substituiria o mais técnico. Essa foi a especulação que movimentou o meio político brasiliense no início da noite dessa segunda-feira (6), depois que o presidente Michel Temer (PMDB) anunciou o nome de Alexandre Moraes, ministro da Justiça, como novo ministro da Suprema Corte. Moraes irá assumir a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no dia 19 de janeiro, caso outro acidente, de ordem política, não derrube sua indicação durante a sabatina no Senado. Pode anotar, será uma dura batalha legislativa.

O nome mais especulado foi o de senador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), mas ele descartou a possibilidade e garantiu que não houve sequer o convite. “Não fui convidado e não há a menor possibilidade de ir para o governo. Estou bem no Senado e bastante envolvido com duas grandes tarefas: relator do novo Código Penal e da desburocratização para baratear o custo Brasil”, resumiu o senador ao negar que tenha sido convidado ou que o novo ministro será mineiro. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, defende o equilíbrio nas indicações entre tucanos mineiros e paulistas. 

Garantiu que o PSDB está no governo e que continuará a lhe dar governabilidade durante a transição até 2018, quando, então, deverá haver novas eleições presidenciais no país. Prova disso, anotou, foi a escolha do deputado baiano Antônio Imbassahy para assumir a Secretaria de Governo, com a responsabilidade de fazer a articulação política com o Congresso Nacional.

Gasmig de novo!
Voltaram a ficar fortes, no mercado, as especulações de possível venda da Gasmig, a estatal mineira de gás. De um lado, há pressões do Ministério da Fazenda para que o Estado venda ativos e facilite os entendimentos pela renegociação da dívida mineira junto à União, de mais de R$ 80 bilhões. De outro, a pressão vem das dificuldades econômicas. A Cemig, que é a controladora, se endividou fortemente nos últimos tempos e teria como alternativa fazer dinheiro, coisa de R$ 10 bilhões, com a privatização de algumas empresas e usinas.

A joia da coroa seria a Usina de Santo Antônio, em Rondônia, que valeria mais de R$ 2 bilhões; a participação na de Belo Monte, no Pará, renderia outros bilhões; a Light (no Rio de Janeiro) valeria mais de R$ 1 bilhão; a Gasmig já foi orçada em R$ 1,4 bilhão há três anos e ainda teria a Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A.), que atua no mercado de transmissão de energia elétrica e está presente nos estados do Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Tocantins, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e DF.

O assunto tem sido tratado com desenvoltura pelo atual comando da Cemig. O que dizem lá é que o presidente anterior, Mauro Borges, teria deixado o cargo por discordar dessa alternativa para sair da crise. Em seu lugar, assumiu um ex-diretor da empresa, Bernardo Salomão.

Outra ala do governo estadual acredita que poderá equilibrar a situação por meio das pendências da União com o Estado, por meio da Lei Kandir, mas o assunto não avança e não deverá sair do lugar nos próximos anos.

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