670 juristas lançam manifesto contra agressões de Bolsonaro à democracia

Mais de 670 juristas e advogados publicam, neste domingo (31), nos principais jornais do país, um manifesto pedindo um “Basta” contra ataques do presidente Jair Bolsonaro às instituições. O manifesto adverte que o Brasil, suas instituições, seu povo não podem continuar a ser agredidos pelo presidente da República. “…alguém que, ungido democraticamente ao cargo de presidente da República, exerce o nobre mandato que lhe foi conferido para arruinar com os alicerces de nosso sistema democrático, atentando, a um só tempo, contra os Poderes Legislativo e Judiciário, contra o Estado de Direito, contra a saúde dos brasileiros, agindo despudoradamente, à luz do dia, incapaz de demonstrar qualquer esp

Bolsonaro copia Maquiavel: “aos amigos, tudo; aos inimigos, o rigor da lei”

É grande a tensão entre os poderes, especialmente entre o Executivo, por meio do presidente Bolsonaro, e o Judiciário, por meio do Supremo Tribunal Federal (STF). Já o Legislativo, por meio do Congresso Nacional, deixou o protagonismo na crise e virou bombeiro dela. O Bolsonaro Executivo ameaçou a Suprema Justiça e disse que “ordens absurdas não se cumprem”, agravando a crise institucional. Bolsonaro cumprimenta populares, foto Marcello Casal Jr. Agência Brasil Em tom exaltado e ameaçador, Bolsonaro criticou a operação da Polícia Federal, determinada pelo STF, que investiga aliados dele. Esbravejou dizendo que “Acabou, porra!”, recorrendo a palavrões que têm sido marcas de sua gestão, reaçõe

Zema desiste do apoio político e vai assumir projeto liberal que o elegeu

Sem dar conhecimento à Assembleia Legislativa, o governador Romeu Zema (Novo) fez, nessa terça (25), comunicado ao mercado, reafirmando intenção de privatizar a Copasa. É uma formalidade técnica, que trata de consulta e de estudos para avaliar o impacto da medida. O governador sabe que não pode privatizar a empresa sem a autorização legislativa e de aprovação popular por meio de um referendo. Zema concede entrevista à imprensa, foto Gil Leonardi/ImprensaMG Ainda nesta quarta (27), Zema disse que pretende enviar à Assembleia Proposta de Emenda à Constituição para retirar a exigência de consulta popular do texto constitucional. Para isso, precisa de 48 dos 77 deputados estaduais. A maioria del

CNM acha inviável eleições e defende prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos

Por considerar “inviável” a realização das eleições municipais deste ano, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) defendeu, nesta segunda (25), a prorrogação dos atuais mandatos. Se aprovada pelo Congresso Nacional, a medida alcançaria prefeitos e vereadores eleitos em 2016. A manifestação unânime foi feita em reunião virtual do conselho político da Confederação, formado por presidentes de entidades estaduais, como a Associação Mineira dos Municípios (AMM). Reunião virtual da CNM para discutir as eleições, foto reprodução do site da CNM A posição da ampla maioria é que a realização das eleições seria inviável por conta do agravamento da pandemia do coronavírus, que, até o momento, infec

Efeitos jurídicos e políticos das revelações do vídeo da reunião ministerial

Os desdobramentos da crise só vão piorando o ambiente político e jurídico, deixando muita tensão no ar com o choque poderes da República. A divulgação do vídeo da reunião ministerial, de 22 de abril, expôs um governo desfocado da realidade, pelo menos, do Brasil que sofre uma crise sanitária que já matou mais de 22 mil. Sem pauta objetiva, Bolsonaro orientou essa reunião sobre um governo acuado e que precisa ser defendido o tempo todo ante ameaças que só ele enxerga, quando não, ele próprio as cria. Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, na reunião ministerial do dia 22 de abril, reprodução YouTube A exposição das entranhas do governo teve efeitos que podem ser avassaladores. Nada a ver com

Redes sociais não seguram declínio da aprovação de Bolsonaro no mundo real

A popularidade digital do presidente Jair Bolsonaro (média de 77,7), a maior entre os políticos, não tem sido suficiente para garantir sua aprovação ou de seu governo no mundo real. O presidente mantém a liderança no mundo digital pela estratégia de polemizar e difundir fatos novos praticamente todos os dias. O Índice de Popularidade Digital (IPD) é medido pelo instituto mineiro Quaest Consultoria e Pesquisa desde janeiro do ano passado. Tudo indica que a popularidade digital não tem uma relação direta com a aprovação, ao contrário, podem até ser opostas entre si. Tanto é que, apesar do alto IPD, a aprovação do governo Bolsonaro diminuiu em maio, dando lugar a uma maior taxa de reprovação. O

Sindifisco-MG e Affemg abrem campanha de valorização do serviço público e do servidor

O Sindifisco-MG e a Affemg decidiram investir em campanha que tem o objetivo de valorizar a imagem do servidor e mostrar o quanto o serviço público é importante para a sociedade. Especialmente, em tempo de pandemia. Além da crise sanitária, as duas entidades reagem aos constantes ataques do governo federal e à falta de reconhecimento do governo mineiro. O Sindifisco é o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas e a Affemg é a Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas Gerais. A campanha está sendo veiculada na TV Band Minas, sob a forma de patrocínio ao programa “Entrevista coletiva”, que é exibido aos sábados, às 18h50. Para isso, estão sendo produzidos vídeos

CDL/BH põe mil faixas nas ruas contra o coronavírus para a reabertura do comércio

A partir desta sexta (22), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte começa a afixar faixas na cidade para sensibilizar a população no combate à pandemia do novo coronavírus. Em ação conjunta do comitê formado para estudar a reabertura do comércio, a Prefeitura de BH autorizou a CDL/BH instalar mil faixas na cidade contendo mensagens de reforço ao controle da doença. Na terça (19), a entidade encaminhou ofício à prefeitura solicitando a autorização. O Código de Posturas da capital permite a colocação de faixas com mensagens de utilidade pública. Faixa no centro de BH incentiva medidas contra o coronavírus, foto CDL/Divulgação A ação da CDL/BH conta com a parceria da Abrasel, Fiemg e

Zema paga 13º salário atrasado antes da reunião que pedirá sacrifício aos poderes

Um dia antes da reunião na qual irá pedir o compartilhamento de sacrifício com os outros poderes, o governador Romeu Zema (Novo) irá pagar nesta quarta (20) o 13º salário atrasado. A reunião com os presidentes da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria acontece nesta quinta (21). O governo mineiro desembolsará cerca de de R$ 480 milhões para pagar o 13º salário de 18% do funcionalismo que ainda não receberam. A notícia causou estranheza no meio político uma vez que o governo alega não ter recursos e chamou uma reunião com os poderes para buscar soluções para a falta de dinheiro. A eles, pretende apresentar o grave quadro das contas púb

Zema retoma linha de confronto ao tentar parcelar repasse aos poderes

Depois de amenizar o discurso, o governador Romeu Zema (Novo) decidiu retomar a linha de confronto com os outros poderes baseada na crise fiscal. A mesma estratégia já o levou a trocar por duas vezes a coordenação política do governo. Estimulado por nova orientação e pela situação trágica da pandemia, o governador buscará alcançar, de maneira diferente, o mesmo objetivo. Após entrevista da última sexta, o governador voltou a fazer cobranças indiretas e pressões, por meio da imprensa, quando disse, que não existe servidor de 1ª e de 2ª categoria. Referia-se aos funcionários do Executivo, que têm os salários parcelados ao contrário da situação dos servidores do Legislativo e do Judiciário. Nel

Cinco entidades contestam secretário da Fazenda de Minas e cobram retratação

Cinco entidades dos servidores fazendários mineiros assinaram nota conjunta, repudiando críticas e ironias do secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, à atuação dos servidores da pasta. Na entrevista que concedeu na sexta (15), Barbosa deixou o lado técnico para não responder a uma pergunta sobre sua própria avaliação do desempenho da receita de abril. Em vez de se deter sobre os números, ou reconhecer que o desempenho foi melhor do que o previsto, passou a desqualificar os servidores que dirige. “A Secretaria da Fazenda não treinou suficientemente os seus servidores”, segundo o secretário, para entenderem o fluxo de caixa. Sua resposta foi entendida pelos servidores como questionar e desqual

Última reunião ministerial de Bolsonaro teve ‘sacanagem’, vídeo e mentiras

A situação lembra um filme hollywoodiano de sucesso, do final dos anos 80, chamado ‘Sexo, mentiras e videotape’, que adaptado aos dias de hoje poderia virar “Sacanagem, vídeo e mentiras”. A cada nova versão, divulgação de mensagens e trechos do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, a última da qual participou o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, dois dias antes de deixar o governo. O vídeo ainda não foi divulgado, mas com certeza será e poderá esquentar as publicações deste final de semana. Nos trechos divulgados pelo próprio governo, Bolsonaro usou palavrões, falou que queriam “fuder” sua família, fazer “sacanagem” com os seus filhos. Dizem que é seu jeitão e nem explicaram o qu

Presidente da CDL/BH faz apelo por “socorro imediato” ao governo federal

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, Marcelo de Souza e Silva, criticou a burocracia e as altas taxas de juros dos bancos na concessão de crédito especial às empresas. E mais, renovou o alerta de que o dinheiro do crédito especial, adotado na crise sanitária, não chegaria na ponta. “Se o governo não se debruçar sobre este assunto imediatamente para destravar o dinheiro, bilhões e bilhões de reais ficarão estagnados nos bancos enquanto milhares de empresas vão quebrar e milhões de pessoas vão ficar desempregadas”, pontuou ele. A manifestação do dirigente foi feita em artigo publicado no jornal Estado de Minas do dia 13 de maio, sob o título ‘Socorro imediato’. O pr

Partido Novo quer romper com Bolsonaro e também livrar-se de Zema

Na quinta (8), foi consumada a expulsão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, do Partido Novo ao qual era filiado. Por quê? Pelo conjunto da obra que estava queimando o filme do partido que se apresenta como “novo”, a começar pelo próprio nome. São trapalhadas, decisões erráticas e descompromisso com desmatamento, ação de garimpeiros, queimadas e incêndios na floresta amazônica. O pecado capital do ministro, segundo ele próprio disse, foi ter aceitado, sem consulta ao partido, o cargo de ministro de Bolsonaro. Zema e Amoêdo não escondem o antagonismo, reprodução de foto do site do Novo A mesma proximidade torna a situação do governador Romeu Zema (Novo) de risco dentro do partido. A

CDL/BH vê segurança em antecipar reabertura de comércio na capital mineira

Diante da possibilidade de reabrir o comércio a partir do próximo dia 25, o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, admitiu que há segurança até para antecipar a medida. A avaliação foi feita com base nos bons resultados alcançados pelo isolamento social adotado na capital mineira. “Acredito até que há espaço e segurança na saúde para um trabalho conjunto, entre população e donos de lojas, visando antecipar a reabertura do comércio de uma forma segura, gradual e responsável”, defendeu. O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, faz doações de cestas básicas, foto assessoria CDL/BH O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte foi, oficialmente, convidado a pa

Marcha de Bolsonaro ao STF exibiu improviso, desarticulação e descaso

As imagens e declarações dadas foram o retrato do improviso, da falta de planejamento, da pressão e até mesmo de descaso com as mortes. No momento que o país registra mais de 10 mil mortes, o presidente da República vai ao STF (Supremo Tribunal Federal), com grupo de ministros e empresários pra quê? Ao que pareceu, pressionar o Judiciário pela reabertura da economia. Ou apenas, jogar para a plateia. O improviso é por conta da reunião não agendada, apesar da importância que poderia ter; esqueceram até de convidar, ou de convocar, o ministro da saúde. Sua presença poderia dar ideia de um mínimo de articulação, até para orientar que a discussão em questão tinha algum fundamento técnico. Bolsona

Quatro institutos apontam: Bolsonaro está derretendo nas pesquisas

Pode-se até contestar as impressões, mas os números das pesquisas dão objetividade a uma sensação geral: o governo Bolsonaro está derretendo. Não chega ainda à profecia do haitiano que disse, na noite do dia 17 de março, diante do presidente e de seus seguidores, que o governo dele tinha acabado. Veja o que apuraram quatro institutos, o mineiro Quaest, os paulistas Datafolha e Atlas e o pernambucano Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). De acordo com as medições feitas no final de abril passado, o presidente registrou queda geral na aprovação. Alcançou apenas 28% e 27% de positivo, respectivamente no Ipespe e no Datafolha, e de 21% e 20%, respectivamente, no Atlas

47% dizem ter alguém na família que se arrependeu de ter votado em Bolsonaro

Em queda: quatro institutos apontam perda de avaliação, foto Marcos Corrêa/PR Em pesquisa realizada entre os dias 25 e 26 de abril, o instituto mineiro Quaest atestou que 47% dos entrevistados identificaram arrependimento de eleitores de Bolsonaro. A consulta foi feita com a seguinte questão: O(a) senhor(a) sabe de algum familiar que se arrependeu de ter votado em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018? O percentual acima respondeu que sim; outros 35% disseram que não; 5% garantiram que não votaram e 13% não souberam. Questão feita pelo instituto de pesquisa O dado é revelador e sinaliza derretimento da base de apoio popular do atual presidente, após sucessivas crises. Entre elas, seu posiciona

Bravata de Bolsonaro esvazia sua defesa e deve impor-lhe nova derrota

Ao contrário de outros modelos, na democracia, não pode nem deve prevalecer o mandonismo. Numa sucessão de equívocos, Bolsonaro acumula derrotas muito mais pelos destemperos do que pela falta de razão. “Quem manda sou eu”, “porque eu quero”, “E daí?” são declarações que causam mais estragos até do que pôr em suspeição a isenção de um magistrado, em especial da Suprema Corte. Bolsonaro destemperou e recuou novamente, foto Marcello Casal Jr./ Agência Brasil Ao atacar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de suspender, liminarmente, a nomeação do novo chefe da Polícia Federal, Bolsonaro jogou só para a plateia. Em vez de fazer a defesa jurídica de seu direito e prerrogativa de cons

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